PF cumpre mandados por fraude no INSS na Bahia e em Sergipe

PF cumpre mandados por fraude no INSS na Bahia e em Sergipe

Publicado em 09/10/2019
por Daniel Brito às 12:00

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, integrantes da força-tarefa previdenciária, deflagra na manhã de hoje (9), em Salvador, a Operação Caduceu, para desarticular uma organização criminosa atuante nos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, voltada à prática de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com a PF, o grupo criminoso é liderado por um dos maiores fraudadores da história do INSS, na área de benefícios. Há registros da conduta criminosa deste estelionatário desde a década de 1980, pelas quais responde a diversos processos penais e dezenas de inquéritos policiais, sempre por fraudes à Autarquia Federal.

O órgão informou que, durante as investigações, descobriu-se que as fraudes eram executadas em dois momentos: a criação de vínculos empregatícios fictícios, inseridos no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e o uso de documentos médicos falsos com o objetivo de simular patologias para obtenção de benefícios previdenciários, como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez.

Para isso, participavam um técnico em contabilidade, um servidor do INSS, além de uma pessoa responsável por falsificar os laudos e relatórios médicos utilizados pelos criminosos. Estão sendo cumpridos 15 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, em Salvador e Camaçari, na Bahia, e em Aracaju, Sergipe.

Ainda segundo a Polícia Federal, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa os R$ 7 milhões, relativos a pelo menos 140 benefícios com constatação de fraude. Além disso, números estes poderão se revelar maiores, aponta a PF.

Os envolvidos responderão por diversos crimes, dentre eles integrar organização criminosa, estelionato previdenciário, uso de documento falso, falsidade ideológica e falsificação de documento público, com penas que, se somadas, podem chegar a mais de 30 anos de prisão.

Foto: Silvana Oliveira/Rádio Sociedade